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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O que importa...

O que importa não é viver ansioso, nervoso, inquieto por mais, diferente, melhor...o que importa é lidarmos connosco, a partir de nós vivermos da melhor forma, sabendo quem somos, assentes em quem somos mesmo que os outros sejam diferentes, mesmo que não nos compreendam tão pouco...eles devem fazer o mesmo em relação a eles próprios, viver a vida que quiserem, fazerem o que quiserem com quem quiserem, onde quiserem, nenhum espírito minimamente evoluído terá curiosidade em saber, muito menos de interferir. Importante é que cada um faça a sua em vez de se preocupar com o que não lhe diz respeito...
O melhor a que podemos aspirar, a única coisa a que podemos aspirar não é a de chorar sobre o leite derramado, é antes e sempre que a oportunidade surgir fazermos o melhor possível dentro de tudo aquilo que está nas nossas mãos fazer e controlar, aquilo que podemos controlar, aquilo que depende de nós; é isto a única coisa que nos deve importar, o resto não é questão, é para os outros...os tolos que vivem na sombra dos bons...
O meu conselho é simples; fazer tudo o que está ao nosso alcance, porque uma vez feito, para o bem ou para o mal, ficou feito, por muito que não saiamos victoriosos de todas as nossas iniciativas, saberemos sempre que nunca nos acobardamos, que sempre que surgiu a hora da verdade demos a cara, que não tivemos medo, que demos...só assim podemos debelar o que passou e abraçar o que passará, no presente...
A vida cria-se, nasce de acções, somos nós os mestres da oportunidade, arquitectos do nosso destino, pelo menos, daquele que está nas nossas mãos cumprir, somos donos da nossa conduta e o nosso livre arbítrio será sempre isso mesmo...livre...para fazer bem, mal, certo ou errado, a responsabilidade é nossa.
Num mundo em que quase tudo não está ao nosso alcance, o que está deve ser feito com convicção, honra e hombridade, genuinidade e rectidão, só o caminho dos ratos é feito na sombra e pela calada. Uma vida virtuosa, leve, sadia, com paz de espírito, é só para aqueles que não devem nem temem, porque são esses que vivem sem a escravidão do medo, da sombra por onde a sociedade moderna tanto se esconde.
Para se viver bem, não é preciso ser perfeito, é preciso ser o bem que queremos para nós, por muito que nunca o consigamos...já o seremos.

Não adianta chorar os que partiram ou penar por aquilo a que não estava em nosso poder alterar, vale a pena compreender que na vida a única coisa que podemos fazer não é reagir cheios de emoções, é agir cheios de sabedoria e entendimento, temos de compreender que todas as coisas têm o seu princípio...e é a partir desse princípio que tudo se justifica e explica.

Vale a pena ter calma, compreender a vida como ela é, fazendo por aquilo que podemos fazer, sem nunca abraçarmos a mediocridade intelectual...



As opiniões? os gostos? os preconceitos? São nossos e são saudáveis sempre que não prejudiquem ninguém no trato.

Somos livres, só não somos livres para andar a chatear os outros mascarados de gente boa se apenas lidamos com a hipocrisia de dia para dia numa rotina banalizada...

É preciso parar e ver o que se está a fazer, em vez do que se está a ganhar ou perder...

A mediocridade nunca trouxe nada de bom.